O NHS England orientou médicos gerais e enfermeiros a não usar o índice de massa corporal (IMC) como fator único para decidir quem recebe apoio para transtornos alimentares em menores de 18 anos. A orientação destaca que mudanças de comportamento e sinalizações familiares também devem orientar as decisões. A medida visa reduzir diagnósticos incorretos e atrasos no tratamento.
Segundo o documento, mecanismos únicos baseados em percentis de IMC não devem impedir o acesso precoce a cuidados preventivos e de apoio. O guia foi elaborado em conjunto com a organização Beat, de transtornos alimentares, e o Royal College of Psychiatrists, que participaram do processo.
A pele de fundo mostra críticas ao uso exclusivo de IMC na identificação de casos, citando impactos na detecção de anorexia, bulimia e outras condições. Especialistas de saúde já vinham questionando a dependência do IMC para diagnóstico de obesidade.
Beat afirmou que as diretrizes representam avanço positivo, com implementação imediata recomendada. Hope Virgo, militante de campanha, expressou preocupação, dizendo que excluir o IMC pode ocultar estados graves de saúde associados à desnutrição e afetar o monitoramento de pacientes.
O NHS informou aumento na oferta de atendimento comunitário, com 93 equipes de cuidado community-based e 54 serviços de internação para pacientes muito graves com menos de 18 anos. A maioria dos jovens, diz o NHS, recebe tratamento dentro do tempo previsto.
Dados de auditoria do NHS indicam variação no tempo de espera para início do tratamento. A mediana de espera é de quatro dias, mas alguns casos relatam até 450 dias para iniciar o tratamento. A pesquisa também aponta variações regionais no acesso.
Estima-se que cerca de 1,3% dos adultos na Inglaterra tenham transtornos alimentares, segundo a pesquisa oficial recente. Os autores descrevem esse número como uma estimativa conservadora, ressaltando o desafio de medir a prevalência.
Desdobramentos e reações
Grupos de apoio e profissionais de saúde seguem avaliando a implementação das diretrizes e seus impactos na prática clínica diária.
- O NHS enfatiza que a mudança visa facilitar o acesso ao tratamento, com foco em sinais comportamentais, familiares e clínicos, além do IMC.
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