O casal britânico Helen e Richard teve cerca de US$ 315 mil em criptomoedas roubados em fevereiro de 2024. Todas as moedas trocadas por eles foram enviadas para carteiras dos criminosos em um ataque rápido e silencioso. O dinheiro ficou registrado no blockchain, mas não é recuperável pelas vítimas.
Os golpes ocorreram após anos de acumulação de Cardano. Mesmo com o rastreamento das transações, o casal não conseguiu impedir a transferência para as carteiras dos criminosos. A dupla continua sem acesso aos recursos e busca formas de recuperação.
Helen perdeu grande parte do que havia reservado, incluindo recursos provenientes da venda da casa da mãe de Richard. O trauma envolve não apenas perdas financeiras, mas o sentimento de impotência diante da impossibilidade de reaver os ativos.
Expansão global dos ataques a cripto
Globalmente, a posse de criptomoedas cresce, mas os roubos também. Em 2025, estima-se que furtos totalizaram mais de US$ 3,4 bilhões, conforme a Chainalysis. A maior parte do dinheiro é subtraída em ataques a empresas, porém golpes contra indivíduos aumentaram.
Criminosos variam entre hackers isolados, redes organizadas e agentes patrocinados por estados. Casos nos EUA e na França mostraram sequestros ligados a redes envolvidas com criptomoedas, com danos que vão além do dinheiro.
Riscos e respostas técnicas
Especialistas destacam que a dificuldade de recuperação reside no modelo de custódia própria, no qual o usuário controla as chaves privadas. Tecnologias de segurança, como verificação biométrica constante e geofence, aparecem como recursos adicionais, mas não garantem proteção completa.
Dados apontam ainda que milícias digitais e ataques de engenharia social concentram-se em alvos com grandes ativos, exigindo maior vigilância de usuários e plataformas. O avanço de incidentes aumenta a necessidade de medidas de proteção.
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