A Globo está desenvolvendo um aplicativo próprio de vídeos curtos, batizado internamente de Globopop, como parte de uma reposição digital voltada ao consumo vertical, móvel e algorítmico. O plano visa ampliar o alcance e o controle sobre a produção de conteúdo.
A aposta envolve conteúdos originais criados já em formato vertical, incluindo novelas feitas para celular. A Globo afirma que vídeos curtos representam um novo padrão de linguagem, não apenas uma moda de formato.
O lançamento está previsto para ocorrer antes da Copa do Mundo de 2026, detalhe estratégico para aproveitar o ciclo de atenção gerado por grandes eventos esportivos e acelerar a adoção do produto.
Mais dados, menos dependência
Ao ter a própria plataforma, a Globo passa a acessar dados de comportamento e consumo diretamente, sem depender tanto de plataformas estrangeiras. Isso facilita formatos publicitários mais segmentados e patrocínios nativos mais precisos.
A estratégia também reduz a dependência de intermediários como Google e Meta. Quem disputa atenção ganha relevância, o que sustenta a monetização a longo prazo.
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