Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

AGU pede ao STF que reconheça legalidade de reajuste no Bolsa Família; Gilmar acata

União afirma que reajuste de 15,04% atualiza os valores do programa pela inflação acumulada desde 2023

Reajuste no Bolsa Família. | Lyon Santos/MDS
Reajuste no Bolsa Família. | Lyon Santos/MDS

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu nesta sexta-feira (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que reconheça a legalidade do decreto que reajustou os valores do Bolsa Família em 15,04%. A manifestação foi apresentada ao ministro Gilmar Mendes, que uma hora depois atendeu ao pedido e reconheceu a legalidade em uma decisão (veja detalhes abaixo).

No pedido apresentado ao ministro Gilmar Mendes, a AGU requer que seja reconhecido que o decreto “atendeu à pretensão imediata de atualização dos benefícios financeiros e do piso familiar do Programa Bolsa Família”. A União ainda pede que o STF reconheça que o decreto foi “editado em conformidade com o quadro constitucional e legal aplicável”.

Segundo a AGU, o decreto atualizou os benefícios pela variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026, de 15,04%. O órgão afirma que a medida recompõe a inflação do período e não representa ganho real.

Com o reajuste, o benefício de Renda de Cidadania passou de R$ 142 para R$ 164 por integrante. O piso familiar subiu de R$ 600 para R$ 691. Já o Benefício Primeira Infância passou de R$ 150 para R$ 173, enquanto o Benefício Variável Familiar foi de R$ 50 para R$ 58.

O argumento da União é de que o decreto não criou um novo benefício, não ampliou o número de beneficiários e não alterou os critérios de elegibilidade. Segundo o órgão, trata-se de uma atualização prevista em lei.

Também sustenta que o reajuste está de acordo com a legislação eleitoral. Para a AGU, a medida se enquadra no entendimento já firmado pelo STF sobre a continuidade e atualização de programas sociais autorizados em lei e em execução.

“A União manifesta sua concordância com a abertura de mesa de diálogo institucional, nos termos sugeridos pela Defensoria Pública da União, para o acompanhamento da política pública e a discussão prospectiva de eventuais medidas de aperfeiçoamento”, diz a manifestação.

A AGU também cita o julgamento da ADI 7.212, que analisou a chamada “PEC Kamikaze”, aprovada em 2022 durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro. A medida ampliou benefícios sociais em ano eleitoral. Segundo a AGU, porém, o caso é diferente do reajuste atual, já que o decreto não cria novos benefícios nem amplia o número de beneficiários.

+ Saiba quando será pago o novo valor do Bolsa Família; veja calendário

Gilmar Mendes atende pedido da AGU

A decisão do ministro Gilmar Mendes desta sexta acolheu os pedidos apresentados pela AGU e considerou que o decreto atualiza os benefícios financeiros e o piso familiar do Bolsa Família, dando continuidade ao cumprimento da ordem injuncional.

O ministro afirmou ainda que a atualização pelo INPC, sem aumento real, não afronta as restrições eleitorais previstas na lei. Na decisão, o decano registra que o reajuste realizado pelo decreto está de acordo com o regime jurídico aplicável.

Por fim, ele acolheu a proposta de mesa de diálogo institucional no âmbito da AGU, com participação da Defensoria Pública da União (DPU) e de órgãos competentes do governo federal.

+Aumento do Bolsa Família às vésperas da eleição é permitido?

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais