O sistema de TDAH no Reino Unido está travado entre diagnóstico privado e atendimento pelo NHS, com pacientes repetidamente tendo diagnósticos privados rejeitados pela NHS. A frustração envolve famílias, custos públicos e demoras crescentes para quem precisa de tratamento.
Sameer Modha, ele mesmo diagnosticado e pai de dois filhos, relata caminhos distintos. O diagnóstico da filha, feito por um médico sênior de serviços de saúde mental infantil, foi recusado pelo NHS por não obedecer às diretrizes do NICE, apontando falhas entre as etapas privadas e públicas.
Transtorno entre sistemas: o NHS paga avaliações privadas sob o direito de escolha, mas muitas avaliações não são integradas ao serviço público. Como resultado, pacientes voltam a enfrentar listas de espera enquanto o custo público aumenta significativamente.
As-trentas da rede NHS evidenciam que avaliações privadas não aliviam a pressão; muitas vezes, o retorno aos serviços do NHS é exigido após a avaliação privada. Um hospital de referência regional informou que esse fluxo está prejudicando a capacidade de tratar novos casos.
O NHS enfrenta gastos estimados de dezenas de milhões de libras por ano apenas com serviços de TDAH, e a demanda continua alta. Em Greater Manchester, as solicitações cresceram de 2,7 mil, em 2022, para mais de 11 mil em 2024, com mais de 25 mil adultos aguardando avaliações de autismo ou TDAH.
A região propõe uma mudança: um hub central de triagem para adultos com TDAH, com avaliações iniciais presenciais. Apenas casos que atingirem critérios clínicos seguirão para diagnóstico completo financiado pelo NHS, visando reduzir a necessidade de diagnóstico total em 70-80%.
Enquanto isso, famílias enfrentam o peso financeiro e a incerteza de continuidade do tratamento. Um pai lembrou que a prática de manter ou interromper parcerias com provedores privados pode gerar lacunas de tratamento de meses a anos.
Organizações independentes defendem que provedores privados têm papel essencial na oferta de serviços, desde que haja coordenação entre cuidadores públicos e privados. A necessidade de regulação robusta é destacada para evitar riscos à segurança e à continuidade do cuidado.
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