Dois dias após o pico da tempestade de inverno, o saldo de mortes aumentou em várias regiões dos Estados Unidos, mantendo-se gravemente frio. Até terça-feira, 38 pessoas morreram em 14 estados, segundo autoridades locais e veículos de imprensa.
A frente de frio derrubou a temperatura e gerou quedas de energia em larga escala. Aproximadamente 550 mil imóveis continuavam sem eletricidade em todo o país, enquanto cidades mobilizavam equipes de resgate para proteger populações vulneráveis.
Vítimas e resposta em grandes cidades
Na cidade de Nova York, 10 mortes foram registradas, com temperaturas atingindo 8°F (-13°C). O prefeito Zohran Mamdani afirmou que algumas vítimas haviam interagido com abrigos, mas não foi determinada a causa exata dos óbitos. A prefeitura adiou a contagem anual de sem-teto.
Em Nashville, Tennessee, a temperatura pode chegar a 6°F nesta semana, com ventos frios e sensação térmica ainda pior. A prefeitura informou que cerca de 1.400 sem-teto ficaram em abrigos municipais, com equipes fazendo patrulhas contínuas.
Impacto na população sem moradia
O Nashville Rescue Mission passou a atender até 7.000 pessoas, número elevado ante a média de 400 por noite. Trabalhadores de assistência social monitoraram os abrigos e as ruas para encaminhamentos. O esforço ocorre enquanto o sistema de abrigos se expande.
Outros locais e causas
Entre as causas de falecimentos, destacam-se hipotermia, exposição ao frio e incidentes cardíacos durante a remoção de neve. Em Bonham, Texas, três meninos morreram após cair em um lago de gelo, conforme bombeiros locais. Em Austin, Texas, uma pessoa morreu de hipotermia ao buscar abrigo em um posto de gasolina abandonado.
Perspectivas e próximos dias
Quase 200 milhões de norte-americanos permanecem sob avisos de frio até 1º de fevereiro. Autoridades meteorológicas alertam para a possibilidade de nova tempestade no leste do país neste fim de semana, mantendo o frio intenso por mais tempo.
Osite de serviços públicos e agências locais seguem operando com reforços de pessoal para atendimentos a pacientes desidratados, idosos, crianças e pessoas sem-teto, visando reduzir riscos durante a piora das condições climáticas.
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