O departamento de bombeiros de Los Angeles (LAFD) confirmou que a LAFD Foundation, entidade sem fins lucrativos associada, destinou US$ 65 mil para contratar uma empresa de relações públicas no ano passado. O objetivo foi representar o órgão em meio a críticas sobre a atuação durante o incêndio Palisades.
A fundação informou, em nota aos doadores, que o aporte financiou a contratação da Lede Company, agência de comunicação que atende celebridades, e definiu o escopo do trabalho. A instituição ressaltou que o papel foi direto e alinhado às necessidades do departamento.
O atual chefe do LAFD, Jaime Moore, disse ao Los Angeles Times que não tinha clareza sobre o escopo exato da Lede Company, mas afirmou acreditar que a agência atuou como diretora de RP e pode ter relação com um relatório after-action sobre a resposta aos incêndios de 7 de janeiro. O relatório, por sua vez, foi editado para reduzir falhas da liderança e da cidade, segundo documentos citados pela imprensa.
Contexto financeiro e monitoramento
A LAFD Foundation, criada em 2010, já destinou mais de US$ 25 milhões ao departamento desde 2018, para equipamentos e programas críticos. A instituição afirma possuir auditoria anual independente e altos padrões de avaliação por entidades de caridade. Doadores também podem identificar contribuições para projetos específicos.
Analistas e familiares de vítimas do Palisades avaliam que a gestão do incidente requer transparência contínua. O caso desperta críticas adicionais sobre o papel da fundação e da cidade na resposta ao desastre, já que autoridades locais enfrentam cobranças quanto a medidas preventivas e comunicação com o público.
A LAFD Foundation, a LAFD e a Lede Company não comentaram imediatamente o assunto. Autoridades municipais não divulgaram novos dados adicionais sobre contratos ou supervisão do financiamento. A repercussão envolve o debate público sobre a condução da crise e a responsabilidade institucional.
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