A Justiça de Minas Gerais decidiu que Renê da Silva Nogueira Junior irá a júri popular pelo homicídio do gari Laudemir de Souza Fernandes, ocorrido em setembro do ano passado. O crime aconteceu no cruzamento das ruas Modestina de Souza e Jequitibá, no bairro Vista Alegre, região oeste de Belo Horizonte, após irritação com a retenção de trânsito causada pela coleta de lixo.
A magistrada Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do Tribunal do Júri, entendeu que há materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para envio ao Conselho de Sentença. Também foram mantidas as qualificadoras de motivo fútil, perigo comum e recurso que dificultou a defesa da vítima.
O réu responderá ainda por ameaça contra a motorista do caminhão, porte ilegal de arma de fogo e fraude processual, por tentar induzir erro na perícia ao entregar arma diferente da usada no crime. A decisão pode ser contestada por recurso.
Desdobramentos do caso
Segundo a denúncia, o empresário saiu de Nova Lima com destino a Betim, pela manhã, com uma pistola semiautomática Glock dentro do veículo. Após o incidente, Laudemir foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
A Polícia Civil informou que o empresário foi localizado e preso horas depois, em uma academia na região Oeste de Belo Horizonte. A denúncia aponta ainda que ele pediu à esposa, delegada, que entregasse outra arma para induzir a perícia a erro.
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