O retrato do pai de Albrecht Dürer, exibido na National Gallery de Londres, é autêntico, afirma o historiador alemão Christof Metzger em seu catálogo-raisonné recém-lançado. O estudo sustenta que The Painter’s Father foi pintado em 1497 pelo mestre, contrariando a avaliação do museu. Metzger descreve a obra como exemplo de pincelada experiente e de técnica de glacê.
Para a National Gallery, no entanto, o retrato é uma cópia, feita por outra mão, possivelmente a partir de uma obra original perdida no século XVI. O museu sustenta que a peça foi criada décadas após a morte de Dürer, por volta de 1550-1600, e que hoje não está em exibição devido a problemas de conservação.
Aposentada polêmica sobre a origem do retrato do pai
Metzger, curador da Albertina e responsável pela publicação, afirma que a pintura mantém traços da qualidade anterior, ainda perceptíveis apesar do estado. Ele observa pinceladas e técnica de retrato que, na avaliação dele, indicam autenticidade.
A debate gira também em torno da autoria da inscrição no topo do retrato, que indica 1497 aos 70 anos do retratado. A análise de especialistas busca confirmar se o texto foi realizado pelo próprio Dürer ou copiado de uma origem perdida.
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