A comunidade de Wirral está mobilizada contra um projeto de gasoduto de CO2 com 200 km de extensão, previsto para passar sob a península. O Peak Cluster Project visa deslocar emissões de quatro produtores de cimento e cal do Peak District e armazená-las sob o Mar Irlandês, em uma iniciativa de descarbonização considerada pelo governo como a maior do tipo na indústria de cimento.
Segundo moradores, o grupo local No CO2 Pipeline Wirral foi criado após enviou-se panfletos informativos aos moradores da área de influência. Alguns receberam, outros não, em uma semana anterior às reuniões públicas realizadas no fim de semana passado.
Os residentes relatam insegurança e raiva diante do projeto, com participação alta nas reuniões. A falta de clareza sobre impactos locais e sobre quem procurar para tirar dúvidas é apontada como motivo de apreensão.
Impactos e pontos de preocupação
A obra prevê o desvio de emissões para o subsolo, com promessa de reinstalação da maior parte da terra após a construção. Mesmo assim, há dúvidas sobre áreas com infraestrutura acima do solo, incluindo um espaço similar a um campo de futebol e uma chaminé de 50 metros.
Max Booth, vereador conservador de Hoylake e Meols, participou de um webinar promovido pelo Peak Cluster, descrito por ele como uma apresentação de venda do projeto, não uma avaliação independente.
Contexto técnico e judicial
O Peak Cluster afirma que o gasoduto operará com pressão menor que a do Sistema Nacional de Transmissão, porém acima da rede de gás doméstica. A empresa garante que as áreas afetadas serão tratadas conforme normas de segurança.
John Egan, executivo-chefe do Peak Cluster, disse que, ao final das obras, a maioria do terreno será devolvida ao uso anterior. Afirmou ainda que o gasoduto será regulado pela Health and Safety Executive como ocorre com demais gasodutos.
Entre na conversa da comunidade