A Justiça dos EUA divulgou, em 30 de janeiro, novos arquivos relacionados ao condenado por abuso sexual Jeffrey Epstein. Entre os documentos, aparecem figuras do mundo da arte, incluindo o ex-ministro francês da Cultura Jack Lang e a atual presidência do Arab World Institute em Paris. As informações mostram contatos longos entre Lang e Epstein e pedidos de favores, como uso de carro e avião particulares.
Os papéis também mencionam a esposa de Lang, Monique, e a filha dele, Caroline Lang, que foi citada em relações com Epstein. Caroline, produtora de cinema, renunciou nesta segunda-feira ao cargo de presidente da Independent Production Union, citando desejo de não prejudicar a entidade. A reportagem aponta ainda uma empresa fundada por Epstein em 2016, com participação de Caroline Lang.
Nomes de destaque no material
O conjunto de documentos, com milhões de páginas e milhares de imagens, expõe ligações de outras personalidades do cenário artístico. Steve Tisch, produtor e colecionador, trocou mensagens com Epstein em 2013 sobre várias mulheres. Jean Pigozzi, importante colecionador de arte africana, também consta em correspondência de 2013. Ambos afirmam ter mantido contatos limitados com Epstein.
Jeff Koons também aparece no material, com registros de encontros no estúdio do artista e participação em um jantar em 2013 na residência de Epstein, após a condenação do financista. Koons declarou que não tinha relação com Epstein além daquele evento. Leon Black, ex-presidente do MoMA, já foi citado em matérias anteriores por pagamentos a Epstein.
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