O EPA reaprovoou, na sexta-feira, o herbicida dicamba para uso em soja e algodão geneticamente modificadas. A medida permite aplicações sobre culturas alternativas, com regras rígidas para evitar que o produto atinja plantações vizinhas. A decisão foi tomada apesar de controvérsias sobre deriva do produto e danos a plantas não-alvo.
A agência argumenta que o dicamba é essencial para controlar plantas invasoras que ameaçam safras, especialmente em semeaduras com plantas geneticamente modificadas. Foram estabelecidos limites de aplicação por acre, restrições em dias de altas temperaturas e zonas de proteção para reduzir danos a culturas adjacentes.
A American Soybean Association saudou a decisão, afirmando que regras claras ajudam produtores a se preparar para a próxima temporada e controlar ervas daninhas destrutivas. Entidades ambientais criticam o risco de deriva e pedem revisões mais rigorosas.
Críticas e desdobramentos
Grupos ambientais dizem que a deriva do dicamba já causou danos a fazendas de vegetais, árvores e outras plantas sensíveis. Eles contestam a eficácia das novas salvaguardas e apontam que a disputa judicial anterior impediu movimentos semelhantes em 2020 e 2024.
Representantes da organização Maha, ligada ao grupo Make American Healthy Again, afirmam que a permissão permanente para aplicações acima das folhas não deve ocorrer. Eles sustentam que restrições adicionais não são suficientes para evitar riscos à saúde pública e ao meio ambiente.
A Bayer, fabricante do dicamba, informou que o registro federal autoriza buscas por aprovações estaduais e que está prevista uma capacitação para aplicadores nas próximas semanas. A empresa destaca que as regras visam uso seguro dentro do campo.
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