Adam Mosseri, CEO do Instagram, afirmou no tribunal da Califórnia que não há comprovação de que usuários sejam viciados em redes sociais. O executivo defendeu a diferenciação entre vício clínico e uso problemático durante o testemunho. A audiência envolve famílias e distritos escolares processando Meta, Snap, TikTok e YouTube.
O caso é um marco, com centenas de famílias buscando apurar danos à saúde mental de jovens. A ação inicial ocorre em Los Angeles, centrada em uma jovem identificada pelas iniciais KGM, que aponta recursos de design que estimulam rolagem infinita como fatores contribuintes para depressão.
O depoimento de Mosseri ocorreu após as arguments iniciais da ação, que apresentam documentos internos alegando que plataformas miram crianças desde idades muito jovens. Os autores sustentam que o crescimento foi priorizado em detrimento da segurança dos menores.
Contexto e desdobramentos
Advogados das vítimas afirmam que a empresa manteve práticas de alto risco para atrair usuários, comparando apps a “cassinos digitais” por meio de recursos como a rolagem contínua. Defesas de YouTube e Meta contestam a tese de vício, atribuindo parte dos problemas de saúde mental a fatores familiares.
Alguns familiares citados no processo relatam casos trágicos, incluindo o de Jordan DeMay, que se suicidou em 2022 após sextorsão online. O pai de Jordan participa da ação, alegando danos causados pela dependência de redes sociais.
Perspectivas e impactos
Os advogados dos demandantes destacam documentos internos que, segundo eles, indicam decisões voltadas a crescimento acima da segurança de menores. A defesa sustenta que as questões de saúde mental estão relacionadas a contextos familiares e não apenas ao uso de redes.
O processo também aborda a eficácia de ferramentas de segurança do Instagram para menores. Avaliações independentes apontam falhas em parte dessas funções, sugerindo necessidade de melhorias para proteção de jovens usuários.
Entre na conversa da comunidade