O Musée de la Vie romantique, instalado na antiga casa e ateliês do pintor Ary Scheffer, reabre em Paris após uma reforma de 3,8 milhões de euros. O projeto foi financiado pela prefeitura de Paris e por doadores privados.
A intervenção, concluída neste ano, recuperou a estrutura em madeira, o telhado e as fachadas com técnicas de cal do século XIX. Janelas e marcenaria passaram por restauração, e as persianas verdes voltaram ao tom bege original.
A curadoria, supervisionada pelo estúdio de design Àkiko, renovou o conjunto das peças. Do acervo de cerca de 2.340 obras, 300 integrations aparecem no espaço, incluindo Fausto no Estúdio, de Scheffer, restaurada recentemente.
Exposição permanente e percurso museográfico
Abertura de uma sala dedicada à vida romântica em Paris, com foco na rede de amizades de Scheffer, entre ela Chopin, Pauline Viardot e Eugène Delacroix. Uma sala é dedicada à romancista George Sand.
O segundo andar explora quatro temas centrais do romantismo: literatura, o fantástico, a natureza e a emoção. A curadoria destaca uma nova obra de Hendrik Scheffer e o quadro The Tempest, de Scheffer, para mostrar o alcance emocional.
Um filme sobre a história do local acolhe os visitantes na área de recepção. A bilheteria, a loja e o guarda-volumes passaram a ocupar espaços antes usados pela lavanderia, dentro do pátio.
Novidades da visita e acessibilidade
Melhorias de circulação incluem caminhos revitalizados e uma rota que liga o jardim ao restaurante no estufa do museu. Um percurso multimídia com música, leituras e recursos digitais promete uma imersão poética no Romanticismo.
A inauguração acontece em 14 de fevereiro, data anunciada pela direção. Gaëlle Rio, diretora, ressalta o alinhamento entre a data e a celebração da instituição.
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