O novo arcebispo de Westminster, Richard Moth, pediu maior compreensão sobre as lutas dos mais vulneráveis ao tomar posse, reconhecendo falhas da Igreja Católica em apoiar refugiados e vítimas de abuso. A instalação ocorreu na Catedral de Westminster, diante de cerca de 2 mil fiéis, neste fim de semana.
Moth assumiu oficialmente o cargo de 12º arcebispo de Westminster, nomeado pelo Papa Leão XIV. Ele sucede o cardeal Vincent Nichols, que se aposentou após 16 anos na função. O prelado destacou a importância de evitar novos erros e manter as comunidades seguras para todos.
O novo líder destacou que a evangelização é vital, mas frágil diante das falhas de amor, poder e autocontrole. Ele enfatizou a necessidade de ouvir quem sofreu e de aprender com essas experiências para fortalecer a presença da igreja entre as pessoas.
Moth nasceu na Zâmbia e cresceu em Kent. Anteriormente, atuava como bispo de Arundel e Brighton, após ter servido como bispo das Forças. Em entrevista, ele comentou sobre migração e criticou declarações de Sir Jim Ratcliffe, afirmando que o discurso do empresário foi inadequado e desalinhado com a dignidade humana.
Durante a cerimônia, o arcebispo de Canterbury, Dame Sarah Mullally, elogiou a preocupação de Moth com a dignidade de cada pessoa. Mullally ressaltou que a união surge do evangelho, especialmente quando tradições religiosas caminham juntas em caridade, honestidade e verdade.
Sobre políticas públicas, Moth disse, em entrevista, que longas estadias de migrantes em hotéis não são ideais. Ele reforçou a necessidade de debater formas mais adequadas de abrigamento e integração, sem entrar em termos que ditem desrespeito ou estigmatização.
O arcebispo mencionou também a oportunidade de atrair novos fiéis ao longo dos próximos anos. Em entrevistas prévias, ele comentou que há aumento de batismos entre adultos e maior interesse de jovens pela igreja, sinalizando recuperação pós-pandemia, embora ainda aquém dos níveis anteriores.
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