Um tribunal de Innsbruck, na Áustria, condenou um montanhista amador de 37 anos por homicídio culposo em relação à morte de sua namorada perto do pico mais alto do país. A prisão foi suspensa por cinco meses, com multa de €9.400. A acusação aponta negligência grave.
O casal estava em uma escalada que se prolongou além do previsto; a mulher, de 33 anos, ficou exausta a cerca de 50 metros do topo do Grossglockner, em noite de inverno. Ela não suportou continuar, segundo relatos da corte.
O réu, identificado apenas como Thomas P., deixou a companheira para buscar ajuda numa fortificação da montanha, sem envolvê-la em uma manta de emergência. O equipamento ficou na mochila dela, sem manter aquecida a tempo.
A polícia local foi acionada apenas posteriormente; o, segundo o que disseram as autoridades, não houve clareza de que fosse necessária uma operação de resgate. O réu disse que o celular ficou em modo avião para economizar bateria.
Testemunha da defesa foi uma ex-namorada do réu, que relatou situação semelhante ocorrida em 2023 durante outra subida, com a namorada dele ficando sozinha ao cair da noite. O juiz Norbert Hofer afirmou que o homem deveria ter reconhecido que a parceira não conseguiria completar a escalada.
O magistrado ressaltou que, embora não tenha considerado o réu um assassino, ele reconheceu que Kerstin G dependia dele na hora da decisão. O réu pediu desculpas durante a leitura da sentença.
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