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Denunciante do ex-chefe de polícia devastada após identidade revelada em chats

Advogado da denunciante afirma que ela está destroçada com a revelação de sua identidade em chats da Polícia, recebendo bombardeio de mensagens e ansiedade

El ex director adjunto operativo de la Policía José Ángel González, en una rueda de prensa en abril de 2020.
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A denunciante do ex-chefe adjunto operativo da Polícia Nacional descreve estar destroçada após a revelação de sua identidade em chats entre agentes. O advogado dela afirma que a vítima recebeu um bombardeio de mensagens e chamadas, gerando ansiedade e pressão para não denunciar.

O caso envolve José Ángel González, ex-diretor adjunto operacional, acusado de agressão sexual, coações, lesões psíquicas e desvio de recursos. A mulher afirmou ter sido levada à residência oficial e sofrer a agressão em 23 de abril de 2025.

A queixa foi apresentada por meio judicial e não pela via policial, segundo o advogado. Ele sustenta que o sigilo do processo foi quebrado por vazamentos que atingiram a vítima e prejudicaram sua condição psicológica.

Foi na tarde de terça-feira que o Ministério do Interior tomou conhecimento da queixa contra o ex-chefe. Quase meia hora depois, a imprensa já havia publicado a notícia, gerando repercussão dentro do Corpo.

O Ministério tem defendido que não houve conhecimento prévio dos fatos pelo ministro, enquanto o governo enfatizou apoio à vítima e atuação com empatia. O PP pediu a demissão de Marlaska, que afirma só renunciará se a denunciante não se sentir protegida.

O advogado relata que a vítima teme represálias e que a via escolhida para denunciar foi a judicial, não a policial, justamente para evitar retaliações. Em entrevistas, ele reiterou destroçamento emocional pela divulgação de identidade.

Ele destacou ainda que relatos de apoio se misturam a boatos e infundiações que agravam o dano. O advogado afirmou que a vítima esperava medidas rápidas para cessar a conduta do ex-diretor.

Proteção policial foi oferecida pela Secretaria de Interior, após pedido do advogado da denunciante, e a vítima aceitou o respaldo. A medida busca garantir segurança à funcionária agredida.

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