A denunciante do ex-chefe adjunto operativo da Polícia Nacional descreve estar destroçada após a revelação de sua identidade em chats entre agentes. O advogado dela afirma que a vítima recebeu um bombardeio de mensagens e chamadas, gerando ansiedade e pressão para não denunciar.
O caso envolve José Ángel González, ex-diretor adjunto operacional, acusado de agressão sexual, coações, lesões psíquicas e desvio de recursos. A mulher afirmou ter sido levada à residência oficial e sofrer a agressão em 23 de abril de 2025.
A queixa foi apresentada por meio judicial e não pela via policial, segundo o advogado. Ele sustenta que o sigilo do processo foi quebrado por vazamentos que atingiram a vítima e prejudicaram sua condição psicológica.
Foi na tarde de terça-feira que o Ministério do Interior tomou conhecimento da queixa contra o ex-chefe. Quase meia hora depois, a imprensa já havia publicado a notícia, gerando repercussão dentro do Corpo.
O Ministério tem defendido que não houve conhecimento prévio dos fatos pelo ministro, enquanto o governo enfatizou apoio à vítima e atuação com empatia. O PP pediu a demissão de Marlaska, que afirma só renunciará se a denunciante não se sentir protegida.
O advogado relata que a vítima teme represálias e que a via escolhida para denunciar foi a judicial, não a policial, justamente para evitar retaliações. Em entrevistas, ele reiterou destroçamento emocional pela divulgação de identidade.
Ele destacou ainda que relatos de apoio se misturam a boatos e infundiações que agravam o dano. O advogado afirmou que a vítima esperava medidas rápidas para cessar a conduta do ex-diretor.
Proteção policial foi oferecida pela Secretaria de Interior, após pedido do advogado da denunciante, e a vítima aceitou o respaldo. A medida busca garantir segurança à funcionária agredida.
Entre na conversa da comunidade