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Juiz dos EUA expressa preocupação com o papel do governo na operação do Washington Post

Juiz federal na Virgínia expressa preocupação com o papel do governo na apreensão da casa da repórter Hannah Natanson e suspende a devolução de dispositivos

The Washington Post building sign is seen during a rally outside the newspaper's offices following sweeping layoffs.
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Um juiz federal da Virgínia adiou nesta sexta-feira a decisão sobre o pedido do Washington Post para devolver dispositivos apreendidos na casa da repórter Hannah Natanson, em janeiro. Os itens incluem dois notebooks, um celular e um relógio Garmin.

Durante a audiência em tempo real, o magistradoWilliam B. Porter reconheceu a gravidade da apreensão e afirmou que Natanson ficou praticamente privada de parte de seu trabalho. O juiz ressaltou o risco de atrair desconfiança pública se o governo revisar conteúdos protegidos.

Os advogados do jornal argumentaram que a posse dos dispositivos prejudica a atuação jornalística de Natanson e a liberdade de imprensa. Já a defesa estatal sustenta que o material é necessário para a investigação sobre um contratado acusado de ter materiais classificados.

A defesa de Natanson, representada por Amy Jeffress, afirmou que a jornalista sofreu danos pessoais e profissionais com a ação policial. A advogada afirmou que a operação amplia o risco de buscas em casas de jornalistas sem justificativa suficiente.

Se o tribunal não determinar a devolução, o Post solicita que a revisão das informações seja feita pela própria corte, em vez de uma equipe do governo. A posição é de evitar que o conteúdo seja passado para terceiros durante a apuração.

Os advogados do Post destacaram que Natanson possui mais de 1.200 fontes confidenciais, cuja identidade poderia ficar exposta. A defesa enfatizou a importância de manter o material sob proteção adequada durante a avaliação.

Durante a sessão, o juiz demonstrou insatisfação com a quebra de comunicação da acusação sobre a proteção de jornalistas prevista pela Lei de Proteção à Privacidade. A defesa questionou se o governo conhecia a norma na assinatura do mandado.

A audiência desta sexta ocorreu em meio a pressões para preservar a confidencialidade de informações jornalísticas. O Washington Post passa por mudanças internas recentemente, incluindo demissões e a saída do editor-chefe Will Lewis.

Situação jurídica

A corte deve retornar para definir os próximos passos, com nova audiência marcada para 4 de março. A decisão pode impactar como casos envolvendo jornalistas e materiais apreendidos são tratados no país.

Impacto na redação

A reportagem acompanha um momento sensível para o jornalismo de investigação, com a redação acompanhando de perto o desfecho e a eventual retomada de acesso aos dispositivos apreendidos.

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