O processo movido por um operário contra Kanye West, hoje conhecido como Ye, referente ao projeto de restauração de uma mansão à beira-mar em Malibu, começa na próxima semana em um tribunal de Los Angeles. O juiz alertou sobre o dress code do tribunal, proibindo roupas reveladoras, chapéus e óculos escuros.
Segundo a ação, Tony Saxon foi contratado em setembro de 2021 para supervisionar as obras da casa, que foi desenhada pelo arquiteto japonês vencedor do Prêmio Pritzker, Tadao Ando. Saxon afirma ter feito moradia no local e oferecido segurança 24 horas, recebendo apenas uma parcela de pagamento de cerca de 20 mil dólares por semana prometidos.
A propriedade foi adquirida por Ye em 2021 por 57,3 milhões de dólares, teve a construção reduzida a uma estrutura de concreto, e foi vendida em setembro de 2024 por 21 milhões de dólares. O comprador, Steve Belmont, afirmou ao Los Angeles Times que pretende restaurar o imóvel para que pareça que Ye nunca esteve lá.
As alegações indicam que Saxon foi demitido após relatar questões de segurança e exigências cada vez mais extremas. O processo deve se estender por 12 dias e envolve também Bianca Censori, mulher de Ye, que poderá atuar como representante da empresa do casal, conforme comentário do advogado Andrew Cherkasky.
Mudança de tema
O caso acontece no mesmo contexto de controvérsias recentes envolvendo Ye, que publicou um anúncio de mea culpa no The Wall Street Journal no mês passado. O texto tratou de críticas anteriores, incluindo declarações sobre antissemitismo e questões de bipolaridade, sem alterar o foco judicial sobre a disputa contratual.
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