Tammy Shipley, mulher de 47 anos, morreu em custódia após ingestão excessiva de água. A morte ocorreu em 20 de dezembro de 2022, no centro feminino de Silverwater, em New South Wales, após prisão por furto menor. A promotoria do inquérito busca entender como o estado lidou com o seu estado de saúde mental.
Imagens de CCTV mostraram que Shipley bebeu no mínimo 67 copos de água em 12 horas antes do desfecho. A perícia apontou que ela consumiu grandes volumes de água ao longo de dois dias, com resultados visíveis de intoxicação. O laudo apontou hiponatremia como causa de morte, associada a polidipsia e transtorno schizoafetivo.
O inquérito, iniciado em setembro de 2024, foi suspenso após questionamentos sobre a jurisdição para analisar a prisão da mulher. A Suprema Corte de NSW decidiu que o inquérito pode analisar as circunstâncias que levaram à detenção e ao estado mental de Shipley.
Questões de saúde mental e comunicação institucional
A promotora assistente Peggy Dwyer informou que Shipley tinha histórico de transtornos mentais, incluindo esquizofrenia e transtorno bipolar, além de abuso de substâncias. O inquérito investiga se houve falha em comunicar sinais de comprometimento mental entre a polícia e as autoridades de custódia.
A coroner Teresa O’Sullivan orienta a condução do procedimento, que também analisa a existência de indicadores de saúde mental nos sistemas de polícia e gestão de custódia. A análise pode considerar atualização de notificações entre órgãos, semelhante a alertas de histórico de violência doméstica.
Shipley havia sido encaminhada pela polícia após apresentar delírios sobre vizinhos. Ela afirmou ouvir vozes durante a prisão. Na data da morte, o registro de CCTV mostra-a bebendo repetidamente água, com relatos de permanência de água no recinto antes da detenção.
A equipe médica da prisão abriu o hatch da cela e iniciou atendimentos após constatar o estado de Shipley, com tentativas de ressuscitação e RCP. O inquérito permanece em andamento para esclarecer todos os fatos.
Indígenas que necessitarem apoio podem buscar informações na linha 13YARN, além de serviços de crise como Lifeline, Mensline e Beyond Blue.
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