O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou a construção de até 117 escolas indígenas no Brasil. A medida integra o Eixo Educação, Ciência e Tecnologia do Novo PAC, com investimento previsto de 785 milhões de reais. A iniciativa beneficiará 17 estados.
Segundo o ministério, o projeto visa ampliar a oferta de educação básica nas comunidades indígenas, com obras em diversas redes municipais e estaduais. O objetivo é fortalecer a infraestrutura escolar sem comprometer a qualidade do ensino.
Camilo Santana afirmou que o governo reconhece os desafios de realizar obras no interior, especialmente no Amazonas, e garantiu apoio do MEC às escolas indígenas em todo o país. A fala ocorreu durante uma visite à comunidade Sahu-Apé, no Amazonas.
Os estados contemplados representam um conjunto diverso de regiões. Entre os que receberão recursos, há Amazonas (27 unidades), Roraima (23), Pará (7) e Amapá (17). Outros estados possuem quantidades menores de novas escolas.
Em nota, o ministério enfatizou o compromisso com a educação pública e a valorização de povos tradicionais. A atuação busca ampliar o acesso, reduzir desigualdades regionais e melhorar as condições de acolhimento e aprendizado.
A proposta integra ações do governo federal voltadas ao desenvolvimento educacional, com foco na diversidade cultural e na garantia de educação digna para crianças e jovens indígenas em todo o país. Não houve divulgação de cronograma detalhado de obras.
Camilo Santana encerrou a cerimônia destacando o compromisso do presidente Lula e reiterando a relevância de investir na educação para o futuro do Brasil. A declaração ocorreu no contexto de apresentação do projeto às comunidades locais.
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