Metacritic remove avaliação de Resident Evil Requiem publicada pelo Videogamer após leitores apontarem autoria falsa por IA. A crítica, que recebia 9/10, foi exposta como escrita por um jornalista inexistente, gerando questionamentos sobre o controle de qualidade do agregador de notas.
Fontes indicam que o Videogamer, agência adquirida pela BGFG e vendida recentemente à Clickout, passou a publicar conteúdo gerado por IA após a demissão de parte de sua equipe humana. A mudança ocorreu no fim do ano passado, com a retirada de vários nomes do quadro de colaboradores.
A análise removida descreve o jogo com comentários genéricos e clichés, sem detalhes técnicos sobre gameplay. O autor cadastrado, Brian Merrygold, é apresentado como analista de iGaming, mas não existe histórico online verificável, e a imagem de perfil parece gerada por IA.
Sinais de irregularidade nos perfis e mudanças editoriais
A verificação de autoria aponta para perfis de IA com imagens de avatar não associadas a identidades reais. Outros nomes da equipe também apresentaram sinais semelhantes, com arquivos nomeados como IA ou gerados por ferramentas de geração de imagem. Relatórios indicam que a Clickout começou a publicar conteúdos de IA nas seções de cassino e apostas, antes de se expandir para notícias, análises e reportagens.
O episódio envolve ainda a remoção de outra avaliação publicada pela Videogamer, sobre Pokémon FireRed e LeafGreen, que também foi retirada do Metacritic. O caso levanta dúvidas sobre os controles do Metacritic e o uso de IA em conteúdos de games, embora não haja confirmação de qual parte da matéria seja de origem humana ou gerada por máquina.
A reportagem também apura que a editora assinou parcerias há pouco tempo, ampliando o uso de IA na produção de conteúdo. A empresa não comentou formalmente o assunto até o momento.
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