O Ministério da Educação prorrogou a adesão dos cursinhos populares à Rede Nacional de Cursinhos Populares (CPOP) até 4 de março. A edição de 2026 prevê 514 unidades apoio técnico e financeiro, com investimento total de 108 milhões de reais. A participação ocorre por meio da plataforma Gov.br.
Podem participar cursinhos populares legalmente instituídos, instituições operadoras e redes vinculadas a projetos de extensão. Quem já integra a CPOP pode solicitar prorrogação, mediante relatório final de atividades e aprovação da prestação de contas.
Os recursos destinam-se a estudantes da rede pública em situação socioeconômica vulnerável, com prioridade para negros, indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência e renda per capita de até um salário mínimo. Cada unidade pode inscrever até uma proposta; redes têm limite de dez.
Propostas e inscrições
As propostas devem priorizar estudantes de escolas públicas. A instituição operadora pode submeter até dez propostas de cursos populares informais; unidades de uma rede participam individualmente. Excedentes são eliminados automaticamente.
Cada cursinho selecionado pode receber até 208 mil reais. O montante inclui auxílio-permanência de 200 reais por mês para alunos, mais apoio a educadores e infraestrutura administrativa. O benefício é pago por até oito meses, para 20 a 40 estudantes por cursinho.
Contexto e objetivos
A ampliação da CPOP já havia sido anunciada em outubro de 2025, durante evento com o presidente Lula e o ministro Camilo Santana, em São Bernardo do Campo. O acordo previa edital com investimento de 108 milhões para cerca de 500 iniciativas em 2026.
A Rede CPOP oferece suporte técnico e financeiro para a preparação de estudantes da rede pública na busca pela educação superior via Enem. O programa fortalece cursinhos comunitários, orienta para o Enem e facilita a formação de ações voltadas ao ingresso na universidade.
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