Highguard, jogo de tiro competitivo da Wildlight Entertainment, tem enfrentado desníveis de engajamento desde o lançamento, especialmente entre jogadores casuais. O designer sênior de nível, Alex Graner, atribui parte da resistência do público à modalidade 3v3, que demanda comunicação intensa e coordenação estreita entre os participantes. Segundo ele, esse formato é percebido como excessivamente exigente para quem joga sozinho ou com pouco tempo para combinar estratégias.
Graner aponta que a alta velocidade de combate e o loot de armadura elevam o tempo até a eliminação, dificultando a recuperação individual. O resultado é que pouca margem de manobra surge para reverter situações desfavoráveis sem a cooperação do time, o que contribui para a percepção de que o jogo favorece quem joga em equipe.
Mudança de foco e ajustes em andamento
A equipe de desenvolvimento da Wildlight tem buscado mitigar o problema migrando para modos 5v5, incluindo um Raid Rush que substitui a fase 3v3 pela base de combate, algo próximo de modelos como Counter-Strike. Essa reorientação visa ampliar o apelo para jogadores que preferem partidas mais rápidas e menos dependentes de planejamento complexo.
A reformulação ocorre em meio a incertezas sobre a continuidade do projeto, uma vez que a equipe principal da Wildlight já é reduzida a cerca de 20 profissionais. Além disso, o interesse de investidores parece ter recuado após relatos de saída de funding da Tencent, o que aumenta o desafio de manter o desenvolvimento estável.
Em paralelo, a comunidade observa que as mudanças propostas não substituem completamente a identidade de Highguard, cuja variedade de regras e fases compõe a curva de aprendizado. A franquia tem buscado equilibrar o aprendizado inicial com a profundidade tática que os fãs valorizam, sem abandonar a proposta original do jogo.
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