O SUS passou a oferecer teleatendimento gratuito em saúde mental para adultos com problemas relacionados a jogos e apostas, com foco especial nas modalidades online. O serviço é voltado a maiores de 18 anos e também atende familiares e rede de apoio. O acesso ocorre pelo aplicativo Meu SUS Digital.
A iniciativa é realizada em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Proadi-SUS, com investimento estimado de 2,5 milhões de reais. A expectativa inicial é de cerca de 600 atendimentos por mês. Em 2025, o SUS registrou 6.157 atendimentos presenciais nessa área.
A medida integra ações de um conjunto de estratégias do governo para enfrentar o crescimento das apostas online e seus impactos na saúde mental. A Ouvidoria do SUS (136) está disponível para orientar usuários sobre o tema.
Como funciona o atendimento
O usuário acessa o Meu SUS Digital, faz login com a conta gov.br e seleciona a opção relacionada a problemas com jogos de apostas na aba Miniapps. Um autoteste, validado no Brasil, avalia sinais de risco com perguntas baseadas em evidências.
Se o resultado indicar risco moderado ou elevado, o encaminhamento ao teleatendimento é automático. Em menor risco, o aplicativo orienta buscar atendimento presencial na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), incluindo CAPS e UBS.
As consultas são por vídeo, com duração média de 45 minutos, em ciclos de cuidado que podem chegar a 13 sessões por paciente. O atendimento pode ser individual ou em grupo, incluindo familiares.
A equipe é multiprofissional, com psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de psiquiatra quando necessário. O telemonitoramento prevê articulação com a rede local do SUS para encaminhamentos presenciais.
Contexto e perspectivas
A rede pública de saúde mental no Brasil envolve cerca de 6.272 pontos de atenção, incluindo quase 3 mil CAPS. O orçamento para saúde mental subiu de 1,7 bilhão em 2022 para 2,9 bilhões em 2025.
O Ministério destaca que o avanço das apostas online impõe novos desafios, principalmente na identificação precoce de comportamentos compulsivos, reconhecidos pela OMS como transtorno do jogo na CID-11.
A avaliação do impacto do novo serviço, em implementação, deverá ocorrer conforme os primeiros dados de uso forem consolidados.
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