Neymar está no radar da Justiça. Uma ex-cozinheira que trabalhou em sua mansão em Mangaratiba, no Rio de Janeiro, de julho de 2025 até o mês anterior alega jornadas de até 16 horas. A ação envolve ainda uma empresa terceirizada que a contratou para prestar serviços ao atleta. O pedido soma 262 mil reais.
A trabalhadora aponta que as jornadas eram alteradas diariamente e nem sempre respeitadas. Ela afirma ter ficado, em média, 14 horas por dia no imóvel, chegando a trabalhar até meia-noite em algumas ocasiões. Também teria atendido fins de semana, mesmo com contrato apenas para dias úteis.
Além da carga horária, a cozinheira relata que preparava refeições para até 150 pessoas, do café da manhã ao jantar, em dias de visitação de familiares e amigos. Os advogados da trabalhadora destacam que o serviço exigia esforço físico intenso desde o início do contrato.
Detalhes da ação e valores cobrados
A defesa aponta que o salário registrado era de 4 mil reais, com horas extras e adicionais elevando a soma para cerca de 7,5 mil reais. A cozinheira alega ter feito o registro de ponto do intervalo intrajornada, mas permanecia em atividade nesse período, o que, segundo ela, violaria direitos trabalhistas.
A ação inclui verbas rescisórias, FGTS, multa, pagamento de horas extras, indenização por dano moral e despesas médicas. Também pede pensão por problemas de coluna e inflamação no quadril, conforme relatos médicos apresentados na peça processual.
Neymar manifestou solidariedade após a saída de Rodrygo Goes da Copa do Mundo de 2026, mas a ação não envolve apenas o jogador, e sim a empresa contratada para os serviços de cozinha. A defesa e os representantes da trabalhadora pedem a apuração dos fatos e a correta compensação financeira.
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