Após cinco anos de batalha judicial, o acordo entre Epic Games e Google encerrou a ação antitruste em 3 de março. O termo de liquidação inclui uma cláusula de cessação de advocacy contra o Google Play, impedindo a empresa e o CEO Tim Sweeney de criticar as políticas da loja de apps até 2032.
Essa cláusula gerou dúvidas sobre o direito de Tim Sweeney de comentar criticamente a atuação do Google. A leitura inicial de veículos especializados sugeria um impedimento à crítica às políticas da Google Play; no entanto, a redação do acordo é mais específica e aponta restrições apenas a mudanças nas políticas da loja.
Tim Sweeney chegou a publicar o texto “parcialmente redigido” do acordo em sua rede social, conforme divulgado por fontes da Epic. A Epic Games Newsroom confirmou que a avaliação pública se baseia na leitura do documento e reiterou que apenas críticas relacionadas à distribuição e às taxas da Google Play ficam sujeitas à restrição.
Executivos da Epic, incluindo o vice-presidente Steve Allison, defenderam que as críticas a outras questões permanecem permitidas. Allison afirmou que apenas o tema da Google Play está coberto pela cláusula, e que outras áreas podem ser discutidas livremente.
Especialistas ressaltam que a aprovação formal do acordo depende do aval do juiz da causa, James Donato. Ainda não houve confirmação de aprovação, gerando questionamentos sobre como o acordo será formalizado no tribunal e quais efeitos terá na relação entre as duas empresas.
No âmbito público, a notícia foi recebida com atenção de analistas e da imprensa, que destacam a mudança de tom na disputa entre as duas companhias. A narrativa atual foca nas implicações da cláusula para futuras críticas e ações relacionadas à Google.
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