Vitor Hugo de Oliveira Simonin, 18, foi ao 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) prestar depoimento sobre participação no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, ocorrido em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. Ele chamou atenção ao usar uma camiseta com a frase Regret Nothing durante a sessão. A expressão costuma association a grupos que disseminam discursos de ódio contra mulheres na internet.
Segundo apuração, o apartamento onde o crime ocorreu pertence à família do rapaz, ainda que não fosse moradia habitual do grupo. A vítima reconheceu Vitor Hugo pelas imagens das câmeras de monitoramento. Ele era estudante do Colégio Pedro II, que já iniciou procedimentos para desligamento do aluno.
Quatro jovens são réus pelo estupro de menor de idade e cárcere privado. Além disso, investigações apontam a participação de um adolescente de 17 anos, que se entregou à polícia na 54ª DP (Belford Roxo). A Justiça autorizou mandado de busca e apreensão e o caso foi encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para atuação separar, por envolver menor.
Investigações e desdobramentos
A polícia continua apurando relatos de, ao menos, duas outras testemunhas que descrevem o mesmo modo de operação do grupo. A apuração envolve diferentes delegacias da capital e da região metropolitana.
Defesas dos investigados
A defesa de Vitor Hugo afirma que o jovem nega o envolvimento no crime, mas reconhece presença no local. O advogado informou que o cliente não foi ouvido na fase de investigação e que há outras denúncias sob apuração. A defesa de João Gabriel sustenta a inocência. Em relação aos demais investigados, houve silêncio durante os depoimentos, e a defesa de alguns ainda não se manifestou.
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