Aberto, a quinta edição de uma mostra que reúne arquitetura moderna, arte e design, abriu em São Paulo neste mês. O destaque é a Casa Bola, krese esférica do arquiteto Eduardo Longo, integrada à programação na Avenida Faria Lima e em outro espaço público da cidade. A iniciativa reúne galerias nacionais e internacionais, com obras recém-commissionadas e um foco no diálogo entre espaços históricos e criação contemporânea.
A Casa Bola, construída na década de 1970, funciona como parte da instalação principal, que ocorre em um galpão de três andares ao lado. Longo idealizou a residência com materiais mínimos, utilizando detritos de demolição e foco em sustentabilidade. O conjunto do projeto inclui também um espaço expositivo elevado para curadoria e obras temporárias.
O evento acontece até 31 de maio, reunindo seis galerias nacionais e uma parceira internacional pela primeira vez. Entre as participantes estão Fortes D’Aloia & Gabriel, Mendes Wood DM, Luisa Strina, Nara Roesler, Almeida & Dale e Gladstone Gallery, com base em Nova York, Bruxelas e Seul.
Aberto5 em São Paulo
Ao todo, mais de 50 artistas aparecem na mostra. No piso superior, o guest curator Fernando Serapião organiza uma apresentação sobre a prática de Longo e sobre a Casa Bola. Obras de Claudio Tozzi, Rubens Gerchman e peças de Marepe respondem à aposta histórica da casa. A curadoria busca traduzir a ideia de utopia em jovens trabalhos contemporâneos.
A curadora Claudia Moreira Salles explica que a Casa Bola representa uma época de ruptura do Modernismo e do Brutalismo, não só pela forma, mas pela concepção de habitar. O projeto Aberto foi criado para transformar espaços privados ou pouco reconhecidos em plataformas de diálogo contemporâneo.
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