Kanye West, agora conhecido como Ye, busca anular a decisão de 150 mil dólares proferida por júri em um julgamento realizado em Los Angeles. O veredito ocorreu após duas semanas de análise sobre um caso envolvendo o músico e Tony Saxon, empreiteiro que trabalhava no mansão em Malibu. Os advogados de Ye afirmam que não houve evidência suficiente para sustentar o valor pago ao artista.
Saxon afirmou ter ficado gravemente ferido durante a ocupação e as obras na casa de praia de 57 milhões de dólares, projeto do arquiteto Tadao Ando. A propriedade, comprada por Ye em 2021, seria reformulada para um tipo de abrigo off-grid. O imóvel foi comercializado por 21 milhões de dólares após a conclusão da venda três anos depois.
Pedido de novo julgamento
No novo protocolo, os defensores de Ye sustentam que não houve registros médicos admissíveis, nem documentos médicos que comprovassem lesões ou uma metodologia confiável para calcular danos. O recurso contesta a atribuição de 50 mil dólares para perdas econômicas passadas e futuras, argumentando que o montante é especulativo e não suporta a futura dor ou procedimentos adicionais.
O texto também aponta que não houve registros de faturamento aceitos e que apenas um médico mencionou um custo aproximado de tratamento. Os advogados de Saxon reagiram, afirmando que a defesa tenta reabrir uma questão já negada anteriormente pela Justiça. Eles defendem que a decisão deve permanecer e que a jurisprudência favorece o veredito atual.
Detalhes do veredito e próximos passos
O veredito não atribuiu quaisquer salários perdidos ou penalidades adicionais, e a defesa de Ye sustenta que a conclusão de que Saxon atuava como contratado afeta a aplicabilidade de danos. A defesa também destacou uma passagem em mensagens entre Bianca Censori, esposa de Ye, para justificar a condução dos trabalhos sem licenças formais.
A defesa de Saxon descreve a vitória como uma validação, ainda que aquém do pedido inicial, com a possibilidade de custos e honorários legais aumentarem o valor final. A decisão sobre um novo julgamento, limitado apenas aos danos, é o ponto central da disputa em curso.
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