A defesa de Jairinho abandonou o plenário nesta segunda-feira e o júri do caso Henry Borel foi adiado para o dia 25 de maio. O pedido de adiamento ocorreu após a juíza Elizabeth Machado Louro negar acesso completo às provas. O julgamento, marcado para hoje, ficou suspenso no Rio de Janeiro.
O garoto Henry Borel morreu em março de 2021, no apartamento da Barra da Tijuca, na presença da mãe Monique Medeiros e do padrasto Jairinho. A necropsia apontou 23 lesões por violência, incluindo lesão hepática e hemorragia interna. A Polícia Civil concluiu que houve tortura.
Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio qualificado e homicídio por omissão de socorro, respectivamente. A denúncia sustenta que Jairinho causou lesões deliberadas e que Monique tinha conhecimento das agressões.
Durante a manhã, o advogado de Jairinho, Rodrigo Faucz, disse que não é possível prosseguir sem a entrega completa das provas. Ele afirmou que informações parciais impedem o andamento do julgamento e citou atraso na disponibilização dos documentos.
O pai de Henry, Leniel Borel, participou da sessão e expressou expectativa por condenação. Ele destacou o tempo de luto dedicado à busca por respostas sobre o que ocorreu no apartamento. O caso ganhou grande repercussão no país.
Adiamento e perspectiva do julgamento
O novo cronograma ficou definido para 25 de maio. De acordo com o Ministério Público, Jairinho é acusado de ter contribuído para a morte de Henry por meio de ações violentas, com conhecimento da mãe. Novas datas passam a vigorar para o desenrolar do processo.
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