O julgamento de Monique Medeiros e Jairinho, mãe e padrasto de Henry Borel, começou nesta segunda-feira no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O caso envolve a morte da criança em 2021, após cinco anos de investigações, com o júri popular previsto para decidir a culpa ou inocência dos acusados.
Imagens da CNN Brasil mostram os momentos iniciais do julgamento, que ocorreu no II Tribunal do Júri do Rio. A sessão marca a abertura do veredito após a denúncia de homicídio qualificado, tortura e fraude processual contra os dois acusados.
Abandono do julgamento por defesa de Jairinho
A defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, saiu do plenário após a juíza negar o pedido de suspensão do júri. Alegações de cerceamento de defesa e acesso às provas digitais eram apontadas como motivos.
A acusação informou que pode solicitar a nomeação da Defensoria Pública para evitar novo adiamento. A saída ocorreu pouco depois da negativa judicial, gerando repercussão no andamento do processo.
Detalhes do envolvimento e do contexto
Monique Medeiros chegou ao fórum com uma camiseta em homenagem ao filho, contendo a frase Eu sou testemunha do amor entre mãe e filho. Ela responde por homicídio por omissão qualificada, tortura, coação e fraude processual.
Segundo o Ministério Público, Monique tinha conhecimento das agressões praticadas por Jairinho e concordou com as situações de violência. A defesa, por sua vez, sustenta que ela era vítima de um relacionamento abusivo.
O rito do júri e as provas apresentadas
A sessão segue no II Tribunal do Júri, com um Conselho de Sentença de sete jurados. O caso envolve um laudo do IML que aponta 23 lesões na vítima, descartando acidente doméstico como causa da morte.
Henry Borel tinha 4 anos e faleceu em 8 de março de 2021, na Barra da Tijuca. O laudo aponta hemorragia interna e laceração hepática causada por abuso físico.
Contexto legal e desdobramentos
Dr. Jairinho e Monique Medeiros respondem por homicídio triplamente qualificado, tortura e fraude processual. O caso motivou a criação da Lei Henry Borel, que tornou crimes contra menores de 14 anos hediondos, reafirmando a proteção de menores.
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