Poliana Frigi, engenheira, afirmou em redes sociais nesta terça-feira (24) ter sido constrangida enquanto treinava em uma academia em São José dos Campos, interior de São Paulo. Segundo o relato, uma funcionária pediu que ela cobrisse o top, alegando ser por segurança devido à presença de homens casados no local. A aluna foi questionada se a peça seria um sutiã, e a funcionária sugeriu o uso de uma camiseta para cobrir o que vestia.
Poliana contou que, surpresa, foi com o namorado falar com o responsável pela unidade; nessa hora foi informado que a abordagem havia sido autorizada pelo gerente. A engenheira não recebeu desculpas nem contato da empresa desde o ocorrido, e questionou até onde esse tipo de repreensão poderia ocorrer.
O relato ganhou repercussão nas redes sociais, alcançando mais de 42 mil visualizações. A prática relatada provocou pedidos de posicionamento e apuração por parte da instituição, como parte de uma resposta já anunciada pela rede.
Resposta da academia
A John Boy Academia afirmou ter tomado conhecimento das manifestações e que trata o caso com seriedade, destacando compromisso com um ambiente seguro, respeitoso e inclusivo. A rede informou que iniciou uma apuração interna e busca contato com a aluna para ouvi-la, além de revisar protocolos de atendimento e treinamentos de diversidade e inclusão.
A instituição também garantiu que não compactua com condutas inadequadas e pediu desculpas a quem se sentiu afetado, ressaltando que erros podem ocorrer e que há um compromisso com a melhoria contínua. A aluna, porém, afirmou não ter sido procurada pela empresa e reiterou a importância de tratar o episódio com transparência.
Entre na conversa da comunidade