A edição 2026 do QS World University Rankings by Subject mostra que o Brasil tem 18 cursos entre os 50 melhores do mundo, mantendo o país como o mais representado da América Latina no top 50. O levantamento avaliou 382 ofertas de 31 instituições, com a USP liderando as colocações nacionais.
Entre as universidades brasileiras, a USP é a mais bem classificada, com 12 disciplinas entre as 50 melhores e 13 entre as 100. História da Arte ocupa a melhor posição do Brasil, na 12ª colocação. Medicina aparece entre as 50 primeiras, na 43ª posição, única brasileira nesse patamar.
A pesquisa aponta que a Medicina é a área com maior representação no Brasil, com 18 universidades listadas. A USP lidera nesse campo, seguida pela Unicamp em várias áreas relacionadas à engenharia e antropologia. As classificações destacam ainda Odontologia, Engenharia de Petróleo e Antropologia entre as áreas mais avaliadas.
A Unifesp, embora não figure no top 50, foi a instituição brasileira com maior evolução no ranking, subindo quatro posições em quatro de suas ofertas acadêmicas, mantendo outra na mesma posição e registrando melhoria de 50% no conjunto.
Segundo a QS, 30% das ofertas brasileiras subiram de posição, 26% caíram e 34,5% permaneceram estáveis. Além disso, 37 cursos passaram a figurar no ranking pela primeira vez, contribuindo para o avanço do ensino superior nacional no cenário global.
Desempenho por instituição
- USP: História da Arte (12º); Odontologia (15º); Engenharia de Mineral e de Mineração (24º); Antropologia (25º); Biblioteconomia e Ciência da Informação (28º); Engenharia de Petróleo (29º); Agricultura e Silvicultura (32º); Medicina (43º); Farmácia e Farmacologia (43º); Arquitetura/Ambiente Construído (48º); Ciências da Vida e Medicina (49º); Sociologia (50º).
- Unicamp: Odontologia (26º); Engenharia de Petróleo (38º); Antropologia (42º).
- Unesp: Odontologia (38º).
- UFRJ: Antropologia (47º); Engenharia de Petróleo (48º).
A análise ressalta o papel da escala brasileira e de políticas de inclusão para ampliar o impacto da educação superior. O vice-presidente da QS aponta que o impulso depende de financiamento à pesquisa e de colaboração internacional, ainda diante de restrições estruturais no Brasil.
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