Estudantes marcharam pelo centro de Santiago nesta quinta-feira (26) para protestar contra as políticas educacionais do governo do presidente José Antonio Kast. A mobilização reuniu estudantes de universidades e escolas e teve como ponto de encontro próximo ao antigo prédio do Congresso Nacional, antes de seguir pela Alameda e terminar na Plaza Baquedano.
A polícia foi acionada ao centro de Santiago à medida que a manifestação ganhava contornos maiores. Testemunhas relataram que a manifestação seguiu em direção à Alameda, com o deslocamento para a Plaza Baquedano. Imagens registraram confrontos entre participantes e agentes.
Segundo a imprensa local, houve uso de canhões de água pela polícia para dispersar a multidão, enquanto alguns manifestantes atiraram objetos contra veículos oficiais. Não houve confirmação de prisões até a noite de quinta-feira, conforme cobertura de veículos locais.
A caminhada contou com a participação da Confederação de Estudantes do Chile (Confech) e da Assembleia Coordenadora de Estudantes Secundários (ACES), que organizam a paralisação sob o lema Contra o retrocesso, marchamos. Este é o segundo ato relevante nas últimas semanas.
As manifestações ocorrem em meio a propostas do governo para reduzir o acesso ao ensino superior gratuito, encerrar o programa Becas Chile e aumentar a supervisão de empréstimos estudantis apoiados pelo Estado (CAE). A atuação governamental é vista por manifestantes como uma mudança no marco educacional.
Para os estudantes, as propostas são vistas como ameaça a benefícios adquiridos e à igualdade de oportunidades no acesso ao ensino, segundo declarações coletivas do movimento estudantil. A pasta de Educação não comentou oficialmente o andamento das ações.
Especialistas ouvidos pela imprensa destacam que as mudanças propostas podem impactar custos de educação e o mercado de financiamento estudantil, com efeitos possíveis na trajetória de jovens e famílias. Governo e opositores permanecem em negotiations públicas sobre o tema.
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