Edward Zhao, líder de produto da Riot Games, revelou à EXAME uma mudança estratégica para League of Legends. A desenvolvedora reduzirá o ritmo de lançamentos de novos campeões e buscará maior integração entre narrativa, arte e calendário sazonal. A meta é manter a relevância do MOBA após 17 anos.
A Riot reconhece a necessidade de renovar o jogo sem apenas adicionar peças novas ao quebra-cabeça. O objetivo é que cada lançamento dialogue com a temporada e o universo de Runeterra, conectando história, visuais e experiências da marca. Zhao afirma que há uma grande atualização de conteúdo a caminho.
Essa desaceleração não briga com ambição criativa. A ideia é equilibrar diferentes necessidades: diversificar jogabilidade no Summoner’s Rift e expandir a história para nichos variados entre a base de jogadores. O foco é manter o jogo coeso, evitando lançamentos isolados sem contexto.
Mudança de estratégia e foco no ecossistema
A Riot planeja a primeira grande repaginação desde o lançamento, em 2009, com o projeto League Next previsto para 2027. A empresa busca uma curadoria maior, priorizando continuidade e coesão do ecossistema ao longo do tempo.
A nova orientação envolve ainda avaliar campeões pela taxa de vitória, qualidade do lançamento, bugs, equilíbrio entre partidas casuais e profissionais e retenção de uso. A leitora comunidade é tratada como parte central do processo de desenvolvimento.
Arcane, mídia e foco interno
O peso da narrativa externa ao jogo, como a série Arcane, é analisado, mas o centro da estratégia volta a ser o jogo principal. A Riot quer evitar tratar campeões apenas como peças de jogabilidade, buscando que cada lançamento tenha função dentro de um ecossistema maior e mais coeso.
Para executores criativos, o conteúdo extrapolado continua presente, mas com limitações claras. Profissionais destacam que parcerias de alto nível e conteúdos paralelos devem dialogar com o core do jogo, não substituí-lo. O cuidado é manter o jogador no centro.
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