No estado de Minas Gerais, o número de presos ligados a facções criminosas aumentou quase 70% desde 2019. Em dados oficiais, a pasta da Segurança aponta crescimento expressivo da população prisional associada a organizações como PCC e Comando Vermelho.
Um caso destacado envolve Patrick Fernandes de Oliveira, de 33 anos, considerado foragido. Ele foi localizado e detido na residência em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Brasil, no Paraguai. De acordo com as investigações, mesmo à distância ele comandava operações na Grande Belo Horizonte.
Conforme apurado, Patrick já acumula duas condenações por homicídio e uma por tráfico, totalizando 52 anos de prisão. Além disso, é investigado por outros seis assassinatos. Ele permanece detido em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, e será transferido para Minas Gerais para audiências e encaminhamento a uma penitenciária federal.
Dados da Secretaria de Segurança Pública mostram incremento no total de detentos ligados a facções. Em 2019, eram cerca de 1.900; hoje chegam a aproximadamente 3.200. O titular da pasta, Rogério Greco, afirma que muitas facções atuam por território, o que dificulta a identificação de locais de atuação precisos.
Avanços e desdobramentos
Este mês, outro traficante ligado ao PCC, identificado como Douglas de Azevedo Carvalho, o Mancha, foi preso na Bolívia após deixar a prisão domiciliar. A atuação de forças de segurança em fronteiras amplia o monitoramento de redes transnacionais. A expectativa é de que os casos contribuam para ações de repressão e encaminhamentos judiciais.
As informações são atualizadas conforme investigações e levantamentos oficiais. Em Belo Horizonte e região, a imprensa acompanha o desenrolar dos processos envolvendo traficantes e a evolução do quadro prisional. O governo estadual diz manter o foco em reduzir a influência das facções.
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