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Evento discute papel dos arquivos na preservação da memória de 1964

Arquivo Nacional reúne especialistas para debater memória da ditadura de 1964 e a preservação de documentos como garantia de direitos

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Em 31 de março de 2026, o Arquivo Nacional recebeu pesquisadores, arquivistas e representantes de movimentos de memória para a Semana Ditadura, Arquivos e Memória. O evento celebra a importância dos documentos históricos na construção de memória, pesquisa e verdade sobre o período.

Durante a programação, foi apresentado um documento de 1976 do diretório acadêmico da Escola de Medicina da Unirio. O texto denuncia violações de direitos humanos no campus e aponta a atuação de agentes da ditadura na porta dos fundos da instituição, com detalhes de veículos.

O material é usado para ilustrar como arquivos ajudam a compreender o passado e indicam a necessidade de ampliar o acesso a peças históricas relevantes. A diretora do Arquivo Central da Unirio enfatizou a relevância desse tipo de registro.

A diretora-geral do Arquivo Nacional reforçou que a preservação de documentos fortalece a memória, a verdade e a cultura de direitos humanos. O acesso público aos documentos apoia a pesquisa histórica e a compreensão democrática.

A historiadora Cecília Coimbra, fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, destacou o papel dos movimentos sociais e das famílias na busca por documentos. Ela mencionou a consulta a arquivos do Dops na década de 1980.

> A participação de organizações de memória, como Madres de Plaza de Mayo da Argentina, também marcou o encontro. Familiares de desaparecidos relataram a importância de preservar a memória para evitar o esquecimento.

A integrante argentina do movimento enfatizou que, mesmo diante de contextos políticos desafiadores, a memória das violações persiste como referência contra retrocessos. A fala ressaltou a resistência das famílias e a necessidade de justiça.

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