A operação Abadom, realizada nesta terça-feira (31), deflagrou uma ação integrada entre as forças de segurança do Amapá e do Pará contra um esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro nos dois estados. O foco principal era um integrante da Guarda Civil Municipal (GCM) de uma cidade paraense, considerado líder da organização.
Ao todo, foram cumpridos 64 mandados de busca e apreensão e 54 de prisão preventiva nos estados do Amapá, Pará, além de ações em Roraima, Ceará, Rio Grande do Norte e São Paulo. No total, 42 pessoas foram presas; parte já cumpria pena e recebeu novo mandado, enquanto outros permanecem foragidos.
A investigação aponta que o suspeito de 43 anos é um dos líderes da facção Família Terror do Amapá e o maior fornecedor de drogas para o estado. Segundo as apurações, ele utilizava a posição na segurança pública como blindagem para as atividades criminosas e desdenhava as instituições.
Desdobramentos da operação
A organização criminosa enviava cocaína e crack do Pará para o Amapá, fracionava depósitos e utilizava “laranjas” e empresas de fachada para lavar recursos. Também foram suspensas 10 atividades de Pessoas Jurídicas e houve sequestro de bens móveis, imóveis e bloqueio de ativos financeiros, incluindo veículos blindados e imóveis de alto padrão.
Participaram da ação as polícias civis dos dois estados, com apoio das Ficcos (Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado), além da Polícia Militar e da Polícia Federal. A ação segue em curso para localizar foragidos e concluir os mandados pendentes.
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