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Médico que fraudou laudo contra Boulos tem prisão decretada por golpe

Gaeco prende temporariamente Luiz Teixeira em investigação de fraudes com inventário de fundador da Unip/Objetivo e laudo médico falso ligado a Guilherme Boulos

O médico Luiz Teixeira: um dos alvos do Gaeco
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O médico e empresário Luiz Teixeira da Silva Junior é um dos alvos de uma operação do Gaeco, do MP-SP, deflagrada nesta terça-feira, 31.

O objetivo é cumprir mandado de prisão temporária no âmbito de investigação sobre formação de grupo criminoso para fraudar o inventário do fundador do grupo Unip/Objetivo, João Carlos Di Genio, no valor de 845 milhões de reais.

A apuração aponta que o grupo usou documentos falsos, propositalmente, para embasar ações judiciais e procedimentos arbitrais simulados.

A pretensão era obter vantagem ilícita de 845 milhões por meio de contratos falsos e cobranças indevidas.

Luiz Teixeira é citado pelo Ministério Público como responsável por fraudar laudo médico sobre internação pelo uso de cocaína contra o então candidato à Prefeitura de São Paulo Guilherme Boulos, em 2024. O documento teria sido divulgado pelo adversário Pablo Marçal, na época.

Operação desta terça envolveu a detenção de nove pessoas, entre elas Luiz Teixeira. A ação visa desmantelar uma estrutura com histórico criminal que, segundo o MP, utilizava falsidade documental, fraude processual e corrupção para impulsionar cobranças milionárias.

Segundo decisão judicial, a prisão temporária foi decretada para até cinco dias contra Anani Candido de Lara, Luiz Teixeira, Wagner Rossi Silva, Patricia Alejandra Ormart Barreto, Jorge Alberto Rodrigues de Oliveira, Camilla Piaggio Nogueira Ormat, Carlos Xavier Lopes, Rubens Maurício Bolorino e Aline Cordeiro de Oliveira Boaventura. As defesas podem se manifestar.

O magistrado destacou que a liberdade dos investigados representa risco à eficácia das diligências, devido à possibilidade de ocultação, destruição ou adulteração de documentos e à influência sobre terceiros.

A medida busca assegurar o andamento das investigações e o desmantelamento completo do grupo.

Contexto e desdobramentos continuam a ser apurados pela força-tarefa, com prazo de sigilo de partes e necessidade de oitiva de testemunhas e análise de documentos relacionados aos contratos e às cobranças.

As informações oficiais serão divulgadas pela Justiça conforme os autos avançarem.

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