Gunzilla, estúdio de desenvolvimento e publicação de jogos, é alvo de acusações de atraso no pagamento de salários a funcionários atuais e ex-funcionários. A reclamação chega por meio de relatos públicos em redes sociais e veículos especializados.
A denúncia foi publicada pela Insider Gaming em 7 de abril, com relatos de profissionais que dizem ter recebido pagamentos atrasados por meses. Entre os citados estão ex-funcionários que executaram funções técnicas e de gestão de talentos.
Anna Savina, antiga chefe de aquisição de talentos da Gunzilla, afirmou em post no LinkedIn que deixou o estúdio sem receber meses de salário, após dedicar anos de trabalho. Ela disse que não recebeu retorno das lideranças ao buscar solução.
Paul Creamer, ex-Animator Sênior de VFX, também relatou não ter recebido pagamento referente a meses em fim de 2025, após trabalhar com garantias de quitação futura. Ele descreveu promessas de pagamentos iminentes feitas pela diretoria.
Nomes como Rayan Tiraghan, Makarevych Vladyslav e Andrew Snitsar também aparecem em declarações públicas, citando meses de salário não pagos e dificuldades de comunicação com a gestão. Há relatos de mudanças administrativas e revogação de acessos a ferramentas.
Contexto e desdobramentos
Em outubro de 2024 a Gunzilla lançou o jogo de battle royale Off The Grid em acesso antecipado para consoles e PC, com suporte a NFTs. No entanto, os recursos de NFT aparecem bloqueados em várias plataformas, exceto na versão Epic Store.
A empresa também ganhou notoriedade ao adquirir a Game Informer em março de 2025, mantendo a publicação sob a alegação de independência editorial em relação ao estúdio. A Fireplay confirmou à imprensa o acordo, sem comentar possíveis impactos internos.
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