Na última quarta-feira, a Polícia Civil de Minas Gerais prendeu em Belo Horizonte um casal suspeito pela morte de um bebê de 1 ano e 8 meses, ainda que chegou sem vida à UPA Oeste. A perícia apontou sinais de violência e desnutrição no corpo da criança. O padrasto, de 32 anos, será acusado de homicídio qualificado, enquanto a mãe, de 26, responde por maus-tratos com resultado morte, por omissão diante das agressões.
Testemunhas e vizinhos colaboraram com a investigação. O casal foi autuado após reconhecimento do corpo no Instituto Médico Legal (IML). O pai biológico, Warley Carlos dos Santos, afirmou que ainda não pôde enterrar o filho devido à recusa da mãe presa em fornecer a documentação necessária para o atestado de óbito.
Warley relatou ainda que tem outro filho com a mulher, que supostamente foi encaminhado a um abrigo. Ele buscava informações sobre o paradeiro da criança, enquanto aguardava orientações oficiais sobre o local de acolhimento.
Retrato da Violência no Brasil
A pesquisa da Escola de Enfermagem da UFMG, baseada em dados do SINAN de 2022, analisou 38.899 casos de violência contra crianças de 0 a 9 anos. A maioria ocorre dentro da residência das vítimas.
- 88,3% dos casos acontecem no ambiente doméstico, destacando o lar como principal cenário de risco.
- Agressores são, em sua maioria, membros do círculo próximo: mãe 51,7%, pai 40%, padrasto 6,2%.
- Faixas etárias mostram padrões distintos: neonatos e bebê(s) de 0 a 1 ano sofrem mais negligência doméstica; crianças de 6 a 9 anos enfrentam violência física e psicológica, com participação maior de padrastos.
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