Celeste Dupuy-Spencer, pintora cujas obras abordaram racismo e conflitos nos Estados Unidos, morreu em casa, em Los Angeles, nesta sexta-feira aos 46 anos. A família confirmou a morte na manhã de sábado, sem indicar a causa. A galeria Jeffrey Deitch anunciaria uma mostra sua na cidade na próxima semana.
Ao longo de sua produção, Dupuy-Spencer retratou protestos, afetos e questões sociais. Entre as obras de destaque está Don’t You See That I Am Burning, de 2021, que aborda a insurreição de 6 de janeiro. A pintura emprega uma cena aglomerada de pessoas com armas e bandeiras, com Freud aparecendo entre a multidão.
Carreira e obras marcantes
Nascida em Nova York, em 1979, cresceu em Rhinebeck, upstate. Iniciou estudos em Bard College, não concluiu o curso, mas começou a ganhar visibilidade em galerias de Nova York e Los Angeles, como Invisible-Exports e Ohwow. Participou da Bienal de Whitney em 2017 e da Made in L.A. em 2018.
Mudou-se para Los Angeles em 2014. Em obras como Veterans Day (2016) e Eve (2018), explorou temas de memória, política e empatia humana. Em anos recentes, apoiou publicamente a causa palestina, o que gerou controvérsias entre alguns grupos.
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