O filósofo Denis Lerrer Rosenfield analisou a correspondência entre Albert Einstein e Sigmund Freud, que tratava das causas da guerra e da violência entre sociedades civilizadas. A discussão faz parte de seu livro Reflexões filosóficas sobre a guerra, apresentada em entrevista ao WW Especial da CNN Brasil.
Rosenfield afirma que Einstein e Freud questionaram o que move conflitos prolongados mesmo diante de avanços culturais. Enquanto Einstein demonstrava perplexidade com a guerra, Freud buscou construir categorias para entender esse fenômeno, ampliando a análise do individual para o coletivo.
A partir desse recorte, o pesquisador destaca a construção freudiana de pulsões de vida e de morte, sugerindo que a violência seria enraizada na natureza humana. A reflexão aponta para uma visão de que a guerra não é exclusiva de contextos históricos, mas parte de impulsos presentes na espécie.
Sobre o formato e o contexto
O conteúdo foi desenvolvido a partir de entrevistas para o programa WW Especial, exibido aos domingos às 22h pela CNN Brasil. A análise também conecta o debate com a nostalgia literária de Stefan Zweig, seu legado e a percepção de perdas culturais associadas aos conflitos do século XX.
O estudo de Rosenfield aponta ainda para a frustração de uma geração que esperava a superação da violência entre civilizações. O pesquisador enfatiza que Einstein e Freud precisaram abandonar explicações simples para a violência e reconhecer o papel de impulsos humanos na repetição de guerras.
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