Um dentista de 40 anos foi preso suspeito de manter a companheira em cárcere privado em Itapema, Santa Catarina, e de obrigá-la a fazer mais de 10 tatuagens com o seu nome. A vítima conseguiu fugir para o Rio Grande do Sul, onde registrou o boletim de ocorrência.
A investigação teve início a partir de registro feito no dia 3 de abril, em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A mulher, de 39 anos, relatou quatro meses de violência física, psicológica e moral, além de isolamento e impedimento de contato com familiares.
Ela descreveu não ter acesso a celular ou internet e disse sofrer ameaças de morte. Segundo a polícia, a vítima fugiu do local após o agressor ingerir medicação para dormir. Ainda conforme o depoimento, a vítima apresentava diversos ferimentos.
Prisão e desdobramentos
A delegada responsável informou que o acusado forçou a realização de 10 tatuagens com o nome dele em diferentes áreas do corpo, incluindo o pescoço. Ele possui antecedentes em Santa Catarina relacionados a casos de ameaça, lesão e cárcere privado contra outras duas mulheres.
Além da prisão, foram cumpridos mandados de busca no endereço do investigado e no consultório odontológico. A polícia apreendeu duas armas de fogo, dispositivos eletrônicos e outros elementos para a instrução do inquérito. O suspeito permaneceu em silêncio durante o interrogatório.
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