Luciene Vitale, advogada de Franca (SP), recebeu um áudio de um número desconhecido com uma mensagem chamando pelo seu nome. A voz clonada por inteligência artificial sugeria uma comunicação de golpe. Ela não houve prejuízo financeiro e não confirmou qualquer vínculo com o contato.
A polícia investiga o caso como parte do golpe do falso advogado, prática que já soma cerca de 15 inquéritos em Franca. A investigação aponta para possíveis criminosos que atuariam próximo a São Paulo e Franca.
Segundo a DIG, já houve a identificação de três pessoas associadas ao esquema. Elas teriam utilizado senhas de uma defensora pública sem que ela soubesse, para acessar processos. As apurações seguem para confirmar participação de outras pessoas.
A advogada explicou que, anteriormente, golpes tinham chegado por mensagens de texto, mas a clonagem de voz por IA representa uma sofisticação do crime. O objetivo é induzir vítimas a realizar pagamentos por meio de PIX.
Para prevenção, as autoridades orientam confirmar o contato pelo telefone habitual do advogado e, se possível, buscar atendimento pessoalmente. Evitar transações rápidas e verificar a autenticidade de qualquer comunicação suspeita é enfatizado pelas forças de segurança.
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