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Dono de restaurante afirma que lagosta roubada morreu ao ser lançada no mar

Ativista invade restaurante, retira lagosta de aquário e a lança ao mar; o animal morre e Justiça aplica oito meses com suspensão condicional e restrição de três anos ao redor do estabelecimento

Mulher rouba lagosta em aquário de restaurante no Reino Unido — Foto: Reprodução/TikTok
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Uma ativista pelos direitos dos animais invadiu um restaurante no Reino Unido, retirou uma lagosta de um aquário e a lançou no porto. O dono do estabelecimento, Sean Cooper, afirma que a lagosta morreu devido ao choque térmico e ao impacto do arremesso. O caso ocorreu no Catch at the Old Fish Market, em Weymouth.

Cooper explica que as duas lagostas mantidas no local, Ronnie e Reggie, não faziam parte do cardápio. Elas ficavam em um tanque de água aquecida com fins educativos, para visitas de crianças. A ativista, Emma Smart, tinha 47 anos.

Segundo o proprietário, o episódio envolveu entrada forçada, agressão a uma funcionária e o roubo da lagosta. Ele sustenta que a lagosta morreu ao ser arremessada ao mar, pela força desenvolvida e pelo choque entre as águas.

Imagens de segurança amplamente divulgadas mostram Smart entrando no restaurante, conversando com uma funcionária e retirando o animal do tanque antes de lançá-lo no porto. Cooper diz que o ato, descrito como forte, provocou a morte imediata do crustáceo.

A segunda lagosta também morreu pouco depois, segundo o empresário, possivelmente pela perda do companheiro. O episódio gerou debate sobre bem-estar animal e responsabilidade de ações diretas.

Smart foi ao tribunal sob acusação de dano criminal ao animal. Ela já respondia por maus-tratos, furto e agressão, com acordo para reduzir as penas. A decisão determinou oito meses de prisão com suspensão condicional e uma ordem de restrição de 10 metros do restaurante por três anos.

Durante o julgamento, a juíza classificou a atitude como profundamente equivocada, destacando que o animal não seria consumido e que a ação não beneficiou o bem-estar animal. Cooper critica a condução do caso e alega que o estabelecimento pratica pesca sustentável reconhecida internacionalmente.

A defesa de Smart afirmou que a ação foi impulsiva, motivada pela preocupação com a vida marinha. O caso reacendeu o debate público sobre limites da atuação de ativistas em ambientes comerciais.

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