O edifício conhecido hoje como Solymar, antigo Rajah, ganhou notoriedade por episódios de violência e atividades ilícitas ao longo das décadas de 1990 e 2000. Construído nos anos 1950, fica na Praia de Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro, e abrigava cerca de dois mil moradores em 707 unidades.
Durante longos anos, a convivência foi marcada por ocorrências de tráfico, prostituição e crimes dentro do condomínio, além de um homicídio em 1999. Um episódio raro de acidente também ficou registrado, quando uma motocicleta atropelou alguém em um corredor interno.
Desempenho urbano e violência
A área, de frente para a Baía de Guanabara, manteve-se valorizada pela localização, apesar da reputação negativa. Entre 2000 e 2005, houve um conjunto de medidas administrativas e estruturais para reduzir problemas de segurança.
Nessas mudanças, o condomínio passou por reforço de controle de acesso, reorganização da gestão condominial e reformas internas. O nome Rajah foi substituído por Solymar para dissociar-se do passado problemático.
Transformação e cenário atual
A mudança de nome foi acompanhada de debates sobre urbanismo e gestão de conjuntos habitacionais de alta densidade. O Solymar é visto como símbolo de transformação social e de reformas habitacionais promovidas no Rio de Janeiro.
Hoje, o prédio permanece em uma localização estratégica, ainda diante da Baía de Guanabara. A história do conjunto ajuda a compreender desafios de segurança e governança em unidades residenciais com alta rotatividade de moradores.
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