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Cabeleireira vai a júri pela morte do marido, policial militar

Cabeleireira vai a júri por possível homicídio de PM; perícia não esclarece se houve homicídio ou suicídio, decisão fica com os jurados

O casal Alan Damasceno e Ranielly Antunes; ele morreu com três tiros há dez anos
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Três tiros, duas versões e uma dúvida que persiste. A Justiça de São Paulo irá a júri popular a partir da próxima semana a cabeleireira Ranielly Antunes Castro, 35, acusada de homicídio qualificado pela morte do marido, o policial militar Alan Damasceno Castro, aos 27 anos.

A vítima morreu em outubro de 2016, a caminho do hospital, após levar três perfurações de arma de fogo. O crime ocorreu durante uma discussão entre o casal, na residência deles, em Osasco. A defesa sustenta que Alan disparou contra si mesmo.

Ranielly nega ter matado o marido e afirma que ele se suicidou. Ela também disse à imprensa que teme pelas consequências e que, se pudesse voltar no tempo, agiria de forma diferente para evitar a tragédia.

A denúncia do Ministério Público aponta homicídio qualificado por motivo torpe, argumentando que a acusada teria tomado a arma do policial e efetuado os disparos sem chance de defesa. A defesa afirma que houve agressão de Alan e que ele se matou após seguidas ações da companheira.

A perícia criminal aponta que as provas são compatíveis com as duas hipóteses: homicídio ou suicídio. Os laudos não chegaram a uma conclusão definitiva sobre quem efetuou o disparo decisivo.

Ao longo do processo, o promotor pediu a impronúncia em 2023, alegando falta de provas robustas. A juíza, no entanto, decidiu levar o caso ao júri, entendendo que há possibilidade de uma das versões prevalecer diante das evidências.

Além das declarações da defesa, elementos como resíduos de chumbo encontrados em mãos de ambos os envolvidos foram analisados, sem definir com clareza o autor dos tiros. A controvérsia permanece entre as testemunhas e os laudos periciais.

O julgamento de Ranielly está marcado para as 10h do dia 23 de abril, no salão do júri de Osasco. A decisão caberá aos sete jurados sorteados para o Tribunal do Júri.

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