O Projeto de Lei nº 6.461/2019, conhecido como Estatuto do Aprendiz, enfrenta resistência na Câmara dos Deputados. Emendas apresentadas pela base aliada à Frente Parlamentar pelo Livre Mercado desobrigam 14 setores de cumprir cotas de aprendizes para jovens de 14 a 24 anos. A tramitação está travada sem prazo para votação.
As emendas foram propostas por deputados do PL, Republicanos e aliados, entre eles Sóstenes Cavalcante (RJ), Rodrigo Valadares (SE) e Caroline de Toni (SC). A medida reduz o alcance das cotas, atingindo cargos como motoristas, vigilantes e funções de call center e segurança.
Segundo a FEBRAEDA, a Federação Brasileira de Associações Socioeducacionais de Adolescentes, a proposta pode reduzir até meio milhão de vagas de aprendizes no país. A entidade aponta que mudanças classificam como alheias ao objetivo do Estatuto a exclusão de funções da base de cálculo.
Entenda o que está em jogo
Na prática, a legislação atual prevê cotas de aprendizagem para empresas com mais de sete empregados. A aplicação varia de 5% a 15% do quadro, conforme funções elegíveis. Ao excluir funções-chave, o total de vagas disponíveis para jovens pode encolher.
Quem está envolvido
Além dos proponentes das emendas, a tramitação envolve a Câmara dos Deputados e órgãos representantes do setor produtivo. O argumento é considerar a aprendizagem como investimento, não mera obrigação.
Por que a discussão avança ou recua
A defesa das emendas sustenta simplificar regras e ampliar flexibilidade para empresas. Críticos afirmam que a mudança desprotege aprendizes e enfraquece políticas públicas de qualificação profissional.
Contexto do Estatuto
O Estatuto do Aprendiz moderniza a Lei 10.097/2000, completando 25 anos. O texto não cria novas obrigações nem custos, segundo seus defensores. Aponta melhoria de segurança jurídica e inclusão de aprendizes na administração pública direta.
Dificuldades para aprovar
A глав perspectiva de alguns setores é contestar o texto para evitar cotas. Análises apontam interesses econômicos de segmentos que historicamente não cumprem a lei, como call centers, transporte e segurança, segundo críticos.
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